Uma mãe no avião quebrou o iPad da minha filha e se arrependeu disso mais rápido do que eu poderia imaginar.

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Uma mãe decidiu que destruir o iPad da minha filha impediria as birras do filho dela. No entanto, o que aconteceu depois revelou-se um inesperado golpe de carma.

Meu nome é Bethany, tenho 35 anos. Estava viajando de férias com minha filha, Ella, que assistia calmamente a desenhos animados em seu iPad. Depois de um tempo, uma mulher se aproximou com o marido e o filho, que tinha a mesma idade da minha filha. O menino reclamava de tédio, chutava o assento da frente e a mãe tentava acalmá-lo, dizendo que não teria telas nas férias. Mas, assim que viu o iPad de Ella, pediu-me para guardá-lo.

 

“Você poderia guardar o tablet?” – disse ela. – “Decidimos que nosso filho não usaria telas.”

Fiquei surpresa com a ousadia dela. “Desculpe, mas minha filha usa o iPad para se acalmar durante o voo” – respondi.

A mulher insistiu: “Isso não é justo para o meu filho.”

Não continuei a conversa e voltei ao meu livro. Mas, quando o menino começou a reclamar de novo, a mulher perdeu a paciência. Com um gesto brusco, estendeu a mão pelo corredor e derrubou o iPad das mãos da minha filha. O tablet caiu e quebrou no chão.

“Mamãe, meu iPad!” – gritou Ella, assustada.

A mulher fingiu estar arrependida. “Ah, não! Que desastre!” – disse, mas seu sorriso satisfeito a denunciou. Não foi um acidente.

Eu tentava conter minha raiva. “O que há de errado com você?”

 

Ela deu de ombros e respondeu com falsa inocência: “Talvez isso seja um sinal de que sua filha deveria passar menos tempo em telas.”

Nesse momento, uma comissária de bordo se aproximou, e a mulher imediatamente fingiu estar arrasada: “Isso foi horrível!”

A comissária explicou que não havia nada a ser feito com o tablet danificado durante o voo. Tentei acalmar Ella, mas a história não terminou aí.

Sem o iPad, o menino voltou a fazer birra. Chutava o assento, mexia na bandeja, reclamava sem parar: “Que chato! Essas férias são as piores!”

Enquanto eu confortava Ella, do outro lado do corredor, um novo pesadelo se desenrolava. O menino, frustrado, derrubou uma xícara de café no colo da mãe, molhando sua bolsa. O passaporte caiu e foi parar debaixo do pé do menino, que pisou nele, espalhando manchas de café.

 

O rosto dela ficou em pânico. Tentou pegar o passaporte, mas já era tarde – parecia um pedaço de papel encharcado, com as páginas coladas e a capa deformada.

A comissária voltou e avisou que um passaporte danificado poderia causar problemas na imigração, especialmente na escala em Paris. A mulher entrou em desespero.

E eu? Apenas senti uma satisfação inegável. Carma. Enquanto o avião pousava, Ella folheava seu livro calmamente, alheia ao caos ao redor.

 

Ao sair, olhei para a mulher, que agora segurava nervosa o passaporte arruinado. Aquele voo não tinha danificado apenas o iPad da minha filha.

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